segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Crítica de Blade Runner 2049


Sinopse: California, 2049. Após os problemas enfrentados com os Nexus 8, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de forma que seja mais obediente aos humanos. Um deles é K (Ryan Gosling), um blade runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles. Após encontrar Sapper Morton (Dave Bautista), K descobre um fascinante segredo: a replicante Rachel (Sean Young) teve um filho, mantido em sigilo até então. A possibilidade de que replicantes se reproduzam pode desencadear uma guerra deles com os humanos, o que faz com que a tenente Joshi (Robin Wright), chefe de K, o envie para encontrar e eliminar a criança.




Lembrar de Blade Runner, um verdadeiro ícone da década de 1980, traz muita nostalgia e certamente é um dos filmes que colocaram Harrison Ford como um dos, senão o maior, astro de ação da história. Tendo em seu currículo Indiana Jones, Han Solo, John Book (personagem de A Testemunha, de 1985, no qual foi indicado ao Oscar) e tantos outros personagens em filmes "menores", o ator traz à vida novamente seu Dick Deckard com muita entrega e que o tempo não estraga.

Ainda sobre elenco, grandes nomes com atuações excelente também aparecem no filme, como Ryan GoslingJared LetoAna de Armas e Dave Bautista, este último se transformando em um querido do público, que não é apenas um fortão para cenas de luta.

Nada do projeto seria tão possível se não fosse o talento imenso de Denis Villeneuve, esse diretor está impressionando em todos os sentidos. Afinal, quem seria capaz de transformar uma sequência de um filme tão importante de 1982, com visual inigualável e uma história revolucionária, em uma obra tão interessante que não apenas é uma continuação a altura, mas também evolui e traz a tona tudo o que Ridley Scott iniciou no filme original.

Blade Runner 2049 continua trazendo um futuro extremamente pessimista, no filme original essa discussão foi iniciada e com certeza a sequencia mostra ainda mais esse universo. No mundo em que vivemos atualmente, não seria diferente o que esperamos. Como poderia melhorar o mundo desde que foi mostrado Dick Deckard caçando androides quando ainda era jovem? O mundo do personagem K (Ryan Gosling) seria diferente? Claro que não, como esperado, é pior. Tanto que ele precisa recorrer ao experiente, e sumido a mais de 3 décadas, Deckard.

Impressionante em como conseguiram nos oferecer novamente uma fotografia deslumbrante, algo que pensávamos ser impossível, ainda mais porque os verdadeiros conhecedores de cinema lembram do Blade Runner original com muita nostalgia e todos assumem que aquele filme foi uma imensa revolução visual. Sem mencionar, claro, o excelente roteiro e o uso da violência sem censura que chocou demais o público na época, mas que sem ela, o filme não seria o mesmo.

Aos críticos de hoje, aos mais jovens, que possam criticar Blade Runner por serem "viciados" em filmes de heróis ou de ação desenfreada, que se lembrem que ninguém pode se julgar um profundo conhecedor de cinema sem ao menos conferir o filme de 1982 e assim juntar as peças para saber que Blade Runner 2049 fez jus ao original, não são apenas efeitos especiais que fazem um filme e sim um grande roteiro, uma excelente equipe, um diretor que aguenta o "tranco" e um elenco de primeira. Blade Runner 2049 merece ser visto no cinema e se caso o original volte para uma "sessão especial", assista também.

Isso sim é uma sequência, trazendo a tona tudo o que o original inicia e aprofundando. Não apenas uma mera obra comercial.

TRAILER DO SITE ADORO CINEMA
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Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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