segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Crítica de Mãe!


Sinopse: Um casal vive em um imenso casarão no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o lugar, afetado por um incêndio no passado, o marido mais velho (Javier Bardem) tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever os poemas que o tornaram famoso. Os dias pacíficos se transformam com a chegada de uma série de visitantes que se impõem à rotina do casal e escondem suas verdadeiras intenções.



Não é a toa que Darren Aronofsky já tem sua legião de fãs e ao mesmo tempo pessoas que o odeiam. Tornou-se um diretor que trabalha com excelência os pontos de vista subjetivos e consegue trazer o público para mergulhar de cabeça. Muitos não compreendem esse trabalho ou simplesmente não gostam, mas é fato que ele conseguiu sua marca. Filmes como Réquiem para um Sonho e Cisne Negro são dois exemplos de grandes sucessos, adorados por seus fãs e que levam de sobra seu estilo, outros de seus filmes também arriscaram, mas nem sempre dá certo, como o filme Noé.

Mãe! é um filme que mostra o casal principal como duas visões distintas, possui uma base bíblica para gerar diálogo no público e é de uma temática difícil, por muitas vezes dá pra saber que é o típico filme que temos obrigação assistir novamente.

A câmera praticamente fechada o tempo todo no rosto de Jennifer Lawrence, mostrando sua angustia com uma atuação sempre elogiada, nos faz sentir incômodo e claustrofobia, quem trabalha com arte ou filmagem, sabe que as escolhas de enquadramento pode nos fazer ganhar informações demais que são descartáveis ou nos fazer perder algo importante, Darren Aronofsky é um diretor que consegue trabalhar com maestria os enquadramentos dentro de seu estilo único, seja quem elogie ou critique seu trabalho, deve reconhecer essa questão.

Quando ao elenco, dispensa comentários, mesmo os personagens secundários são feitos por atrizes e atores muito talentosos, mas nosso maior reconhecimento é com o quarteto de extremo talento: Jennifer LawrenceJavier BardemEd Harris e Michelle Pfeiffer. Esses quatro "gigantes" do cinema sempre rendem grandes atuações, e juntando eles dá para saber que a intenção dos produtores era realmente fazer um filme grandioso.

Com algumas críticas a parte, Mãe! pode ser considerado um filme muito bom e cumpre sua proposta com o estilo único de Darren Aronofsky. Vale assistir no cinema!

TRAILER DO SITE ADOROCINEMA
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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domingo, 10 de setembro de 2017

Crítica de It - A Coisa


Sinopse: Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado "Losers Club" - o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do "Losers Club" acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.



Apesar de críticas negativas, 'It: a Coisa' arrecadou impressionantes US$ 51 milhões só nos Estados Unidos na estreia, nessa sexta. O longa já ocupa o primeiro lugar em arrecadações no gênero de terror.

O filme é baseado no livro de mesmo nome do grande Stephen King e acaba sendo refilmagem de um longa lançado em 1990, com Tim Curry no papel de Pennywise (o temido palhaço assassino do filme que é agora interpretado por Bill Skarsgård).

Esse filme de 2017 foge bem do teor que foi em 1990. A 27 anos atrás, vimos um Penniwise extremamente assustador, devo até citar uma das cenas mais apavorantes da época que foi a do bueiro. A entrega no papel foi tanta, que podemos chegar a dizer que o personagem foi o mais marcante na longa carreira de Tim Curry. Essa versão de 2017, tem cenas também muito assustadoras, mas também cenas cômicas que em vários momentos aparecem "do nada", tornando o longa mais uma aventura do que um terror clássico. O filme acerta em cheio na questão do elenco infantil, que embora traga uma leveza, também não deixa de usar temas pesados como abusos, depressão, etc...

A clássica "cena do bueiro" do longa de 1990

O longa consegue, com a ajuda do ótimo elenco, criar empatia com o público, mesmo que seja clara a dificuldade da vida de cada personagem. Traz ainda um final satisfatório, mesmo depois do segundo ato que pode parecer, para alguns, um pouco maçante. A direção de Andy Muschietti foi acertada em cheio ao mostrar as monstruosidades de Pennywise, sem qualquer preocupação com censura e sem polpar em mostrar brutalidade, mesmo que o ataque seja contra crianças. Talvez houve um exagero em mostrar demais cenas geradas por computador, mas com o recurso disponível e hoje em dia mais barato, é claro que alguns diretores não vão polpar usar tecnologia.

Em resumo, It - A Coisa (2017) não irá emplacar como um grande clássico de terror, mas não é por culpa de roteiro ou má execução. É um bom filme que explora muito bem o fato de usar os personagens para carregar o andamento do longa, exemplo claro do que é o mais importante de tudo, antes dos efeitos especiais e explosões, vem um bom roteiro e personagens bem construídos.

TRAILER DO SITE ADORO CINEMA
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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