segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Sinopse: Século XXVIII. Valérian (Dane DeHaan) é um agente viajante do tempo e do espaço que luta ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne), por quem é apaixonado, em defesa da Terra e seus planetas aliados, continuamente atacados por bandidos intergaláticos. Quando chegam no planeta Alpha, eles precisarão acabar com uma operação comandada por grandes forças que deseja destruir os sonhos e as vidas dos dezessete milhões de habitantes do planeta.



Luc Besson é um cara sem medo de idealizar projetos arriscados, com filmes repleto de efeitos especiais e/ou personagens fortes. Um exemplo de que o diretor sabe trabalhar, foi quando fez O Quinto Elemento, que é um filme espetacular quando se trata de efeitos especiais, mas por conta da agenda lotada de Bruce Willis na época, precisou usar a equipe em um outro projeto "tapa buraco", senão jogaria dinheiro fora, fazendo vir a tona, nada mais e nada menos do que O Profissional, estrelado por Jean Reno, Natalie Portman e Gary Oldman (para mim, um filme bem melhor que O Quinto Elemento).

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Cada segundo de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, mostram que Luc Besson adora o projeto. O filme é baseado em uma série em HQ que o diretor disse ser fã desde quando não tinha nada além de quadrinhos para se distrair uma vez por semana. Porém o filme vai decepcionar um pouco quem espera ver o filme sendo realmente uma adaptação da HQ, pois Luc Besson insere muitas de suas próprias referências, mais do que uma adaptação direta da fonte.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas não está livre de críticas, o filme é bem longo e acaba se tornando maçante, com um romance bem padrão e piegas entre os protagonistas, piadas fora de hora sem nenhuma graça e principalmente a necessidade de explicar um pouco de tudo, cansando o público, como por exemplo usar um flashback bem longo para nos "ajudar" a desvendar quem é o vílão, sendo que sua cara já está estampada no cartaz.

O filme faz uma tentativa forte de se emplacar entre os gigantes do gênero, como Star Wars, porém seu ritmo e alguns outros quesitos nos fazem pensar na necessidade de sequencias. Perde feio em todos os quesitos. Pasme, Star Wars bebeu da fonte da HQ de Valerian para ser idealizado.

Nem tudo em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é motivo de críticas, como de praxe, o talento do diretor pode ser conferido já na cena de abertura, impecável, com uma maravilhosa viagem no tempo que nos mostra como a paz universal foi instaurada, utilizando a simplicidade de um gesto sendo repetido ao som do icônico David Bowie. Algumas cenas parecem ter saído de um sonho diretamente para a tela do cinema. A história trata de temas atuais, de decisões difíceis e corrupção. As cenas de ação existem e até divertem, mas não são o foco do longa

O elenco é bom, mas infelizmente a construção dos personagens ficou fraca, deixando o protagonista apagado.

Em resumo, o filme vale o ingresso, não deixa de ser uma bela experiência, principalmente porque sempre os filmes de Luc Besson vão belíssimos visualmente e possuem características únicas. Embora Valerian e a Cidade dos Mil Planetas não seja seu melhor trabalho, é outro que perdeu feio para O Profissional.

TRAILER DO SITE ADORO CINEMA.
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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