segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Crítica de Planeta dos Macacos - A Guerra


Sinopse: Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César (Andy Serkis) e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel (Woody Harrelson). Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito e outros são capturados, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo.



Grandes efeitos especiais, computação gráfica, explosões, cenas perfeitas de lutas e cenários bem feitos. De que adianta tudo isso se o filme não possui bom roteiro? Um bom diretor? Ou um elenco competente?

Quando falamos de filmes como a nova trilogia de Planeta dos Macacos, ou King Kong (2005), é impossível não lembrar do grande ator que interpreta os primatas protagonistas dos dois sucessos, Andy Serkis, dando movimentos e realidade aos personagens de maneira tão impressionante que nos choca. É a partir dai que começamos a falar sobre a escolha de elenco competente. Woody Harrelson é outro que podemos sempre esperar por um bom papel, seja na comédia, ação ou drama. E Judy Greer ganhou seu espaço nos grandes filmes.

Os atuais Planeta dos Macacos se firmam como uma trilogia que nos força a refletir sobre nossa própria existência, e em determinados momentos dos filmes, começamos a nos perguntar se estamos torcendo para o lado certo nos conflitos. Sabendo que o grande clássico O Planeta dos Macacos (1968), estrelado por Charlton Heston, era um filme que torcíamos 100% pela espécie dos humanos e que os macacos eram os opressores. Aqui na nova trilogia existe uma nova discussão sobre quem são os intolerantes e violentos. Os filmes anteriores a esse Planeta dos Macacos - A Guerra, nos revelaram a importância da expressão "não mexa com quem está quieto".

Planeta dos Macacos - A Guerra é um ótimo filme, com um roteiro bem feito que reforça a discussão sobre seu personagem principal, César, buscando valores familiares, liderando para salvar sua espécie e principalmente vencer os conflitos frente aos humanos, mesmo não seja perfeito em tudo e seu oponente, o Coronel, não é um mero vilão que cruza seu caminho, sendo um personagem retratado como o "sonho americano", patriota que não mede esforços para separar de vez o contato entre as espécies. O filme possui referências mostradas sem nenhum pudor de filmes como Apocalipse NowA Ponte do Rio Kwai e Os Dez Mandamentos. A visão política do filme é perfeita, criticando o imperialismo e a forma de querer dominar através de violência.

O filme é um pouco menos frenético que seu anterior, Planeta dos Macacos - O Confronto (2014), mas não deixa de ter o conflito entre as espécies que já é esperado, até mesmo por seu título "A Guerra". A trilogia é na verdade a história da trajetória de César e tudo o que sofre por ser líder de sua espécie e liderança tem um preço. A câmera acompanha os personagens, sem que a vida se perca em meio a tiros e explosões. O ritmo é construído alternando tocaia e conflito, drama e humor, em uma composição que nunca perde a força.

Planeta dos Macacos - A Guerra fecha a trilogia sem decepcionar, o filme é melhor do que se espera e mesmo sendo um pouco mais melancólico do que seus anteriores, jamais deixa de ser um grande projeto, com reflexões inteligentes e cheio de ação com grandes efeitos especiais. Vale seu ingresso.

TRAILER DO SITE:
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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