segunda-feira, 27 de março de 2017

Power Rangers


Sinopse: A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove - e o mundo - estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais.



Não é a primeira adaptação de Power Rangers para o cinema, desde sua série lançada em 1993 para a TV, pudemos conferir um primeiro longa metragem em 1995 chamado Power Rangers - O Filme, com a participação de Jason David Frank, o Ranger Verde/Branco da série e também a continuação Turbo - Power Rangers 2 de 1997. Ambos os filmes foram fracos, mesmo para a época, fazendo os fãs assistirem mais pelo barato de ver um longa dos heróis do que pela qualidade dos filmes. Este novo filme de 2017, afinal, vale a pena?

Não vamos negar que de uma certa forma, pensamos com bastante nostalgia sobre tempos em que uma geração corria da escola para casa e conferir os episódios desses heróis coloridos. Havia até uma discussão de que Power Rangers era imitação de Changeman, seriado japonês lançado em 1985. Mas vamos admitir o fenômeno que foi o seriado original e suas derivações.

Este filme atual, é levado mais a sério do que todas as outras séries originais, séries derivadas e filmes. Power Rangers consegue unir a essência mais adolescente como sempre teve e inserir mais seriedade no contexto trazendo os personagens para uma forma mais atual de fazer filmes. Existem vários clichês e isso não é novidade, em um filme como este dos Power Rangers, os estúdios costumam não arriscar, formando um roteiro padrão. Um exemplo clássico é inserir sempre o "destino" como fator fundamental dos heróis buscarem "é o seu destino, é sua missão". Mas também, para o público alvo, não é errado se utilizar desses elementos. O que este público quer é muita ação, lutas e torcer pelo seu Ranger preferido.

Uma pena que a atuação seja um pouco descompromissada e a direção não ajuda muito, os efeitos especiais também soam plásticos, fazem lembrar o filme do Lanterna Verde (2011), revelando mesmo que os produtores estavam mais se preocupando com o filme ter um monte de ação, criaturas gigantes e lutas épicas do que realismo, mas como foi falado antes, para o público alvo, ninguém liga muito para isso. Não ligam nem mesmo para a trilha sonora genérica e mal utilizada em alguns momentos.

Em resumo, não é crime reviver algo que tivemos em nossa adolescência ou infância, Power Rangers pode ser sim, atual e conveniente para o público alvo, mas claro, não espere ver um filme caprichado em muitos quesitos, foi feito para divertir, para lembrar do passado e principalmente por dinheiro, apenas isso.


TRAILER DO SITE:
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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segunda-feira, 20 de março de 2017

A Bela e a Fera


Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.



"Sentimentos são, como uma canção...", quem diria que iriamos conferir no cinema novamente a trama e as músicas que fizeram tanto sucesso em tempos que a Disney precisava de uma manobra arriscada para voltar ao topo?

Hoje os estúdios encontraram uma nova mina de ouro, refilmar grandes clássicos em live-action e levar fãs das antigas animações e novas gerações para os cinemas, arrecadando quantias monstruosas. Veja bem que isso já foi muito bem aproveitado pela Disney com Alice no País das Maravilhas (2010), 101 Dálmatas (1996), Peter Pan, que teve várias adaptações e continuações, e vários outros filmes. Aliás, está na mira dos estúdios Disney, fazer o mesmo esquema de adaptação com o Rei Leão, sim, o grande clássico de 1994.

Ouvi também algumas pessoas dizendo que não justifica "refilmar" A Bela e a Fera, porque não é tão antigo assim. Ora, são 26 anos que fizeram a animação de imenso sucesso e que revolucionou técnicas que impressionou demais o público. Vamos nos lembrar que refilmaram O Homem-Aranha foi recomeçado com bem menos anos de diferença e tem quem diga que virá o reboot de Matrix (algo que para mim é mais do que desnecessário, em clássico não se mexe).

Mas como impressionar o público com algo que já foi tão impressionante na época? Aliás, a primeira animação na história a ser indicada para o Oscar de melhor filme, não melhor animação, mas sim melhor filme. Seria o mais do mesmo?

A Bela e a Fera chega aos cinemas mais apegada às origens, ao contrário de outras adaptações, pensando na expectativa de uma geração que cresceu vendo e revendo a mesma história. A qualidade do elenco que conta demais, sendo todos com um imenso talento que fica difícil citar apenas um ou outro. A força gigante do elenco feminino é realmente encantador.

Apesar do filme ser visualmente agradável, o trabalho do diretor Bill Condon não deixa de ser uma tentativa descarada de colocar na tela com atores, o mesmo trabalho da animação de 1991. Está certo que o filme tem 45 minutos a mais, o que ao menos traz algo novo. Talvez a personalidade de Bela é um pouco mais aprofundada, mostrando ser uma personagem mais forte e ainda mais inteligente do que na animação, o que nos faz ainda mais acreditar que os outros habitantes do vilarejo a consideram estranha, já que são apenas camponeses sem muita diversidade cultural.

O medo dos efeitos especiais vieram quando foi revelado que o responsável seria o mesmo de  A Saga Crepúsculo: Amanhecer, o mesmo Bill Condon, com seu trabalho horrendo na personagem Renesmee (a menina com cara de borracha). O medo se justifica, infelizmente os personagens que são objetos, no filme ficaram, vamos dizer, não muito bons e o trabalho de computação gráfica na Fera, não passou a emoção necessária para justificar a adaptação.

Talvez o bom trabalho do diretor fica nas coreografia das danças e músicas, e vemos ali que foi essa a desculpa máxima do estúdio para fazer a adaptação. Apesar que tamanha artificialidade prejudica os maiores musicais do longa, algo que na animação enchia nossos olhos, hoje, com o filme, se tornou cansativo por tantas inserções de computação gráfica pesada e muito artificial.

Como citei acima, em clássico não se mexe. Muitos filmes ganham suas novas versões e decepcionam em muitas questões, meu maior exemplo sempre vai ser O Vingador do Futuro, onde a violência e ação eram fundamentais para a história no trabalho genial de Paul Verhoeven no filme de 1990 e em 2012 ganhou uma refilmagem sem graça.

A Bela e a Fera, dentro do clássico da Disney de 1991, é sensacional, uma animação inesquecível que encanta até hoje, sua adaptação em live-action nada mais é do que uma fonte financeira que vem dando certo para o estúdio, fica a nota máxima no trabalho pela escolha do elenco e uma nota não tão boa pela falta de inovação.

TRAILER DO SITE:
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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sexta-feira, 10 de março de 2017

Evil Dead (trilogia) análise e curiosidades



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Crítica de Kong: A Ilha da Caveira


Sinopse: 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Dois aviões, um americano e outro japonês, são abatidos em pleno combate aéreo. Os pilotos sobrevivem, chegando a uma ilha desconhecida no Pacífico Sul. Lá eles dão continuidade à batalha, sendo surpreendidos pela aparição de um macaco gigante: Kong. Em 1973, Bill Randa (John Goodman) tenta obter junto a um político norte-americano a verba necessária para bancar uma expedição à tal ilha perdida. Ele acredita que lá existam monstros, mas precisa de provas concretas. Após obter a quantia, ele coordena uma expedição que reúne militares, liderados pelo coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson).



Muito esperei por este filme, alias, fiz a maior propaganda de que iria assistir e ainda por cima o trailer assisti dezenas de vezes, com o take genial apenas das sombras dos helicópteros chegando na ilha e a imagem revela que uma delas era uma libélula. O filme prometeu trazer elementos clássicos de Kong, como enfrentar animais gigantes na ilha, genial.

Verdade seja dita, é um risco imenso fazer uma sequência de um clássico do cinema, entre refilmagens do clássico de 1933 e tentativas se sequências, totalizam com esse Kong: A Ilha da Caveira, oito filmes. O que inclui até mesmo nosso querido primata gigante "saindo no braço" contra Godzilla, em um filme japonês de 1962 chamado King Kong vs. Godzilla, que, pasme, terá uma refilmagem em 2020.

Além do primeiro filme clássico de 1933, digamos que os que deram certo foram King Kong, de 1976, estrelado por Jeff Bridges e Jessica Lange e também King Kong de 2005, do diretor Peter Jackson.

Sendo assim, por que Kong: A Ilha da Caveira não entra na lista dos melhores?

A resposta é simples, o roteiro do filme se sabotou. Infelizmente, entre um trailer lindo e empolgante, cenas espetaculares e efeitos especiais de primeira linha, o filme caiu em um roteiro fraquíssimo, o elenco se mostrando totalmente descompromissado e diálogos ridículos em certos momentos.

O roteiro foi escrito por três pessoas, foram Max Borenstein (Godzilla de 2014)Dan Gilroy (Gigantes de AçoO Legado Bourne) e Derek Connolly (Jurassic World e Monster Trucks). O que passou foi a ideia de que os três não se conversaram, mandaram o roteiro um para o outro, mudaram o que queriam e jogaram para produzir, com os dizeres no cartaz "dos mesmos produtores de Godzilla", aquele de 2014 que também não foi assim um imenso sucesso.

Quando se vê um elenco com Tom HiddlestonSamuel L. JacksonBrie LarsonJohn C. Reilly e John Goodman, se imagina que será uma baita disputa de quem tem mais talento, afinal todos são excelentes, mas não foi assim. Tom Hiddleston, em alta por seu Loki de Thor e Os Vingadores, está fraco. Samuel L. Jackson já se acomodou em seu próprio clichê e diverte a plateia sempre com seu estilo. John C. Reilly será sempre ele mesmo e John Goodman foi talvez o que se salvou. Brie Larson foi a maior prejudicada, vinda de um Oscar, deu um tiro no pé esperando o filme fosse melhor do que realmente foi e com uma fraca atuação não conseguiu criar química com Kong.

O filme se revela unicamente com o compromisso de entreter, com explosões, lutas de criaturas gigantes, tiros e muito mais... é realmente competente com efeitos especiais e o realismo da computação gráfica deixam para trás outros filmes recentes como A Lenda de Tarzan ou Mogli - O Menino Lobo. Surpreendente e realista.

Realmente um pecado o filme ter trailers tão geniais e quando vamos no cinema, o roteiro falha tão grandemente. Kong: A Ilha da Caveira vale seu ingresso para encher os olhos e para esquecer depois de 15 minutos que você sai do cinema, assim que esbarra em um fast-food.

Trailer do site:


Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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segunda-feira, 6 de março de 2017

Crítica de Logan

Sinopse: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.

Elenco:

Personagem : Logan / Wolverine
Patrick Stewart
Personagem : Charles Xavier / Professor X
Dafne Keen
Personagem : Laura Kinney / X-23
Boyd Holbrook
Personagem : Donald Pierce
Stephen Merchant
Personagem : Caliban
Elizabeth Rodriguez
Personagem : Gabriela
Richard E. Grant
Personagem : Dr. Zander Rice
Eriq La Salle
Personagem : Will Munson








Diretor: James Mangold


Filmaço, acho importante que já se abra o texto com a palavra que define o longa. Por mais que o filme conquiste o público em sua exibição total, desde os trailers já não dava para pensar diferente, com cenas espetaculares que foram cuidadosamente selecionadas para chamar atenção sem ter a necessidade de revelar demais trama, e músicas como Hurt, de Jhonny Cash  e Way Down We Go, de Kaleo, fizeram ainda mais os trailers ganharem força e não nos deixarem piscar.

Os filmes dos X-Men, de fato foram os que trouxeram de volta aquela mágica dos filmes de super-heróis, entre filmes ótimos e outros vergonhosos, os filmes desses heróis da Marvel sempre trouxeram Hugh Jackman encarnando Wolverine, mesmo que em uma aparição relâmpago. Isso torna o casamento entre ator e personagem algo perfeito, assim como poucos outros atores na história conquistaram, fazendo sempre que pensamos no personagem, já vem o rosto do ator para identificarmos.

Logan é o terceiro filme solo de Wolverine. Chegou após dois filmes que não agradaram o público, desde o fraquíssimo X-Men Origins: Wolverine (2009), até Wolverine: Imortal (2013) cuja sequencia do trem bala "salvou" o filme todo, seria normal que este terceiro filme solo, Logan, deixaria os fãs com um pé atrás.

A atuação de Hugh Jackman e Patrick Stewart, emocionam demais, fazendo mesmo jus ao imenso talento desses dois atores.

Vemos em Logan, um Wolverine maduro e cansado, querendo distância de tudo o que o cercava, exceto a presença de Charles Xavier, seu mentor de longa data. A história se passa em 2029, em um futuro não muito distante, onde os mutantes deixaram de nascer e os poucos restantes são perseguidos pelo governo. Mas a relação do filme com a HQ que o inspirou, o Velho Logan, de Mark Millar e Steve McNiven. é pouca, Logan parece mais inspirado em filmes como Filhos da Esperança. Se não fossem as garras do Wolverine e o universo mutante, o filme se passaria mais como um drama que valoriza relações e narra a história de fugitivos do governo. Além de Logan, nosso Wolverine, estar envelhecido e cansado, nosso querido Professor Xavier também não esbanja saúde e apesar de toda sua sabedoria, aparece já debilitado e senil. A relação entre Logan e Charles Xavier está mais como uma relação entre um pai idoso e um filho maduro, com direito a levar o velho mentor para deitar na cama e trazer remédios para ele.

É incrível ainda ver como o longa permanece competente, mesmo com toda essa característica melancólica, o surgimento da personagem X-23 faz o filme ficar ainda mais interessante e queremos mesmo ver o sucesso dos personagens, torcendo por eles a cada segundo.

Mais do que qualquer crítica, Logan se mostrou um filme que conseguiu finalmente se afastar de interferências de estúdios e de executivos do cinema. Não é um filme para agradar todo tipo de público e muito menos foi picotado para ter a famosa "censura 12 anos". É um filme para ver no cinema, em tela gigante e com um ótimo som. Afinal, na exibição do Festival de Berlin, o filme arrancou lágrimas do público e foi aplaudido em pé. Quantos filmes de herói podemos dizer que conquistaram isso?

TRAILER DO SITE

Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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