sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Crítica de Assassin´s Creed

Sinopse: Callum Lynch (Michael Fassbender) descobre que é descendente de um membro da Ordem dos Assassinos e, via memória genética, revive as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. Dotado de novos conhecimentos e incríveis habilidades, ele volta aos dias de hoje pronto para enfrentar os Templários. Versão para as telonas do game Assassin's Creed.



Qualquer um que jogou Assassin's Creed, imediatamente já imaginava que daria um belíssimo filme. Trilha sonora arrebatadora, roteiro fantástico, jogabilidade envolvente, tudo para dar um filme sensacional. Resumindo, é um game que nasceu para o cinema. Para mim, o 3° game da franquia é o melhor de todos.

Sobre o filme Assassin´s Creed, o que já deu medo desde o início, onde anunciaram que o filme seria feito, é o fato de que virou costume de toda adaptação de games, torna-se uma porcaria, com pouquíssimas exceções. Desde o trailer, já julgamos que o filme se tornaria mais um na conta "do que o cinema estragou".

Mas e agora? Assassin's Creed é um filme ruim?

De quebra, desde o início, o filme me surpreendeu quando foi lançado aqui no Brasil, por quem traduz o título deixar apenas como "Assassin's Creed". Louvável, pois eu já esperava, por exemplo, por "Assassin's Creed: Um Assassino no Passado", ou "Assassin's Creed: O Mestre do Parkour".

Não é um filme ruim, pelo contrário, ele cumpre para o que veio. Cheio de efeitos especiais, parkour, lutas e a cena icônica do personagem mergulhar no "salto de fé". Se não colocassem essa cena do salto, seria terrível para o filme, onde os fãs iriam detonar em criticas, mesmo se o filme fosse bom em todos os aspectos. Pensaram também que ao cair sobre um monte de feno, como acontece nos games, seria morte na certa para o personagem e no cinema o diretor optou por não mostrar as aterrissagens. Dai nos faz deduzir que a cena foi incluída no filme exatamente por ser um ícone dos jogos, mas por não mostrar grandes justificativas dos personagens realizarem o salto, tornou-se algo fútil no cinema.

O filme não exige que o espectador tenha jogado qualquer um dos games da franquia, mas os roteiristas souberam trazer elementos que aparecem bem. Assim para quem joga, vai se agradar em conferir nas telonas, por exemplo, o embate entre assassinos e templários, o funcionamento do Animus e o poder da Maçã do Éden. Assim, o filme segue uma história completamente original e independente, o que acaba facilitando o processo para quem é novo neste mundo.

Quanto ao elenco, sabiamente os atores foram escolhidos por terem um grande talento e estarem em evidência. Caso de  Michael FassbenderMarion CotillardJeremy Irons e Brendan Gleeson, que não importa onde trabalhem, sempre vão render as expectativas. Direção é competente, sem novidades.

Falta o filme se aprofundar mais ou se justificar em alguns momentos, assim os games se mostram melhores em quesito de roteiro.

O filme falha em tentar envolver o espectador quando a trama chega em seu clímax, sem permitir que, quem assiste, se envolva com os acontecimentos ou os personagens.

Resumindo, o filme não é aquela grande arma que renderá uma poderosa franquia. Infelizmente, cai na questão de que, por ser obrigado a diferenciar questões de enredo dos games, acaba escapando um pouco das expectativas. Torna-se mais um filme que entramos na sala do cinema, assistimos e esquecemos depois de 15 minutos após o final.

Trailer do site:
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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