segunda-feira, 10 de julho de 2017

Crítica de Homem-Aranha: De Volta ao Lar


Sinopse: Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker (Tom Holland) voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre (Michael Keaton) surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava.




Ele está de volta, de novo. Novo filme solo de Homem-Aranha fez muita gente torcer o nariz sobre mais um ator no papel do personagem, apesar da proposta desse novo filme ser diferente da ideia de uma refilmagem.

Com os direitos reservados exclusivamente da Sony, Homem-Aranha parecia ser um personagem restrito aos seus filmes solo e ficaria para sempre em um "looping de refilmagens". Até que a Sony abriu mão e permitiu seu personagem aparecer em uma cena de Capitão América: Guerra Civil, da Marvel, fazendo mistério, obrigando os fãs mais nerds a pesquisarem frame a frame os trailers e chamadas de TV para correr para a internet e dizer "eu vi o Homem-Aranha no filme do Capitão América". O desejo dos fãs se consumou e finalmente os estúdios liberaram o trailer com o personagem aparecendo oficialmente. Todos deliraram, Homem-Aranha junto com os Vingadores.

Agora, o efeito para os fãs em um novo filme solo de Homem-Aranha poderia ser um alto risco, tendo em vista a investida de 2012 no filme O Espetacular Homem-Aranha, de Mark Webb, que não foi bem recebido, principalmente para aqueles que defendem até hoje o filme de 2002 dirigido por Sam Raimi.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar, resume bem o título do filme, Peter Parker (Tom Holland) volta para seu bairro após participar do conflito no aeroporto com os Vingadores e parece que sua vida se resume a combater os crimes menores na região. Até que surge o Abutre (Michael Keaton), trazendo grandes problemas ao herói.

Em uma sabia decisão da Sony (que possui os direitos do personagem), finalmente o estúdio liberou o herói para voltar ao universo Marvel, em uma parceria que nunca seria imaginada. Decisão totalmente acertada.

Outra decisão sensacional, foi não arriscar, novamente, contar toda a história do surgimento do Homem-Aranha. Está muito fresco na memória do público e seria uma investida totalmente maçante. Tento em vista que em 15 anos, contar tudo de novo pela terceira vez? Para que?

Homem-Aranha: De Volta ao Lar se passa logo após os acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil. O longa começa revelando como Michael Keaton se tornou o Abutre sem "vilanizar" o personagem, uma excelente construção que nos identificamos, nos fazendo pensar se não tomaríamos as mesmas decisões dele. Fora que a escolha do ator foi para não correr riscos, tendo em vista seu imenso talento já indicado ao Oscar (injustiçado por não ganhar).

Embora a trama seja simples, ela cumpre seu papel. Temos agora Tony Stark, o Homem de Ferro, como mentor do protagonista (ou até quase um pai, como vemos na cena que pensa que vai ganhar um abraço) que finalmente se explica como o Homem-Aranha conseguiu os trajes de herói. Aqui, Peter Parker finalmente é um adolescente (na aparência também, não apenas no roteiro), e Tom Holland toma seu papel de uma maneira espetacular. Podemos dizer que o que Batman Begins (2005) fez para seu personagem título, Homem-Aranha: De Volta ao Lar fez o mesmo. Finalmente, assistimos à vida de Peter Parker no colégio e os problemas que a adolescência traz a um garoto que, entre as aulas de química e espanhol, quer usar seus poderes com responsabilidade. Estão lá também as situações cômicas em que ele acaba se envolvendo por pura imaturidade.

Igualmente tornada mais jovem, a Tia May, agora interpretada pela vencedora do Oscar e muito talentosa, Marisa Tomei, possibilita colocarem mais piadinhas sobre ter uma tia viúva muito bonita, e encanta, obviamente, o mulherengo Tony Stark.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar não deixa de lado o que Peter Parker é como ser humano. Ele quer ser aceito. Apesar dos superpoderes que vieram da picada daquela aranha radioativa, Peter Parker é gente como a gente. Com muito bom-humor, cenas de ação que não tentam destruir o mundo a cada 30 minutos e muito drama pessoal, De Volta ao Lar é o filme que os fãs queriam tanto ver. O filme supera o Homem-Aranha de 2002 e arrasa o filme de 2012. Não é um filme arrasador em todos os quesitos, mas cumpre seu objetivo.

Dica: Fique até o fim dos créditos finais para conferir duas cenas extras que brindam a parceria dos estúdios.

TRAILER DO SITE ADORO CINEMA
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

Acesse e se inscreva no melhor e mais divertido canal de cinema do Brasil: FONTECINEMA 




segunda-feira, 3 de julho de 2017

Meu Malvado Favorito 3


Sinopse: Nos anos 1980, Balthazar Bratt fazia muito sucesso através de sua série de TV, onde interpretava um vilão chamado EvilBratt. Entretanto, o tempo passou, ele cresceu, a voz mudou e a fama se foi. Com a série cancelada, Balthazar tornou-se uma pessoa vingativa que, nas décadas seguintes, planejou seu retorno triunfal como vingança. Gru e Lucy são chamados para enfrentá-lo logo em sua reaparição, mas acabam sendo demitidos por não terem conseguido capturá-lo. Gru então descobre que possui um irmão gêmeo, Dru, e parte com a família para encontrá-lo no país em que vive.



Diretores: Pierre CoffinKyle Balda.


Assim que lançou Meu Malvado Favorito nos cinemas, em 2010, percebemos que já não se tratava de uma ideia original. Apesar de ser um filme muito divertido e cheio de mensagens sobre a importância de ter pessoas para amar em sua volta, o que fez cair no gosto do público, mesmo assim, o filme possuiu clichês bem batidos e o personagem Gru possui muitas semelhanças físicas e psicológicas de Dr. Evil em Austin PowersApesar de críticas tão negativas de alguns críticos que se acham dono da verdade, o filme foi bem divertido.

Mas o que sempre acontece com personagens que acabam se tornando muito queridos do público, é que surgem sequencias atrás de sequencias, e também spin-offs, que são filmes derivados do original, como o caso do "filme fraquinho" dos Minions de 2015, cujo único ponto forte do filme, foi mostrar como eles conheceram seu líder ainda criança.

Nas sequencias de filmes desses personagens queridos, sempre aparecem os clichês de que o personagem precisa de uma namorada, um pai, mãe, irmão, filho, etc... Neste caso, então, surge Lucy em Meu Malvado Favorito 2 (2013), para ser uma namorada para Gru. Perceba, esse personagem sempre é independente, forte ou mais habilidoso do que o protagonista. Ou então precisa desesperadamente da ajuda dele.

A receita clichê do personagem familiar ou amoroso, que surge nas sequências, por exemplo, deu muito certo em Indiana Jones e a Última Cruzada (1989), porém, muito errada em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008).

Surge Meu Malvado Favorito 3 (2017), lançamento da Universal que certamente vai cumprir seu papel, arrecadar muita bilheteria. Afinal, se juntarmos a arrecadação de todos os filmes, ultrapassamos a marca dos US$ 2 bilhões. Mais ou menos, na cotação do dólar atual, 6.600.000.000 de reais. Muita grana, não? Perceba que essa quantia toda foi arrecadada em 7 anos desde o lançamento do primeiro filme.

Apesar o clichê de surgir agora o personagem Dru (novidade, o irmão de Gru que ele não conhecia, que original), Meu Malvado Favorito 3 consegue ter uma história simples, interessante e surgem novos personagens, a trama trabalha em três focos diferentes, uma delas com Gru e Lucy tentando capturar o novo vilão, a segunda de Gru com seu irmão Dru e a terceira com os Minios, onde um deles procura um novo mestre.

O filme é bem funcional como uma sequência, traz elementos que dão certo sempre. O ponto mais interessante do filme é o vilão, Balthazar Bratt, que nos três filmes originais e no spin-off dos Minios, é o que tem mais motivações e que tem a personalidade melhor estruturada. O gosto musical do personagem certamente é o que vai mais agradar os pais e o público com mais experiência, afinal traz músicas de Michael Jackson, A-ha, Madonna, Van Halen e Pharrell Williams, sensacional. As piadas são boas e aparecem o tempo todo, mas muitas trazem referências da década  de 1980, outro ponto genial para o filme. Muitas crianças vão deixar essas referências passarem batidas, mas os pais certamente vão delirar.

Acima de tudo é bom reforçar, Meu Malvado favorito e suas sequencias e spin-off, são cheios de clichês, mas por incrível que pareça, isso não é uma critica, clichês tem muitos, mas funcionam. São usados com muita inteligência, ou muita sorte, os filmes divertem e certamente teremos mais Minions no cinema, afinal o fim dessa terceira parte deu o recado.

TRAILER DO SITE:
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

Acesse e se inscreva no melhor e mais divertido canal de cinema do Brasil: FONTECINEMA 





sábado, 24 de junho de 2017

Ao Cair da Noite - Crítica



Sinopse: Paul (Joel Edgerton) mora com sua esposa e o filho numa casa solitária e misteriosa, mas segura, até que chega uma família desesperada procurando refúgio. Aos poucos a paranóia e desconfiança vão aumentando e Paul vai fazer de tudo para proteger sua família contra algo que vem aterrorizando todos.




Tema sempre adorado de Hollywood, o tema pós-apocalíptico rende grandes porcarias, mas também, muitas vezes, grandes filmes como Mad Max ou O Exterminador do Futuro.

Ao Cair da Noite acompanha uma família que vive em uma casa no meio da floresta. Em momento algum nos é dito o que aconteceu de fato com o mundo, algo que os próprios personagens não sabem dizer. Essa reclusão, contudo, é rompida quando Will (Christopher Abbott) tenta invadir esse lar no meio da mata, acreditando, supostamente, estar abandonado. A família de Paul precisa, então, abrigar a de Will, temendo que esses estejam mentindo ou que algum deles esteja infectado com aquilo que devastara o mundo à sua volta.

O filme está longe se ser ruim, mas carece de alguns pontos importantes, está certo que a proposta do filme é não ter muitas explicações, mas em certos momentos causa desconforto de quem assiste por sentirem que não prestaram atenção em determinado momento e assim ficaram sem entender tudo. Não que um filme não tenha o direito de deixar nossas mentes trabalharem para que nós mesmos interpretemos algum significado, mas o problema é que o filme não apresenta tais "receitas", fazendo com que fique realmente sem alguma solução ou interpretação.

Ao Cair da Noite foca essencialmente no psicológico dos personagens. Ofereceu um elenco pouco conhecido aqui no Brasil, mas competente, e um diretor que parece que se concentrou e conseguiu o que buscava. Resumindo, é um filme que é muito bom, traz de volta elementos do terror que haviam sido esquecidos para trabalhar no psicológico, e se não fosse a intenção de fazer o filme tão interpretativo, seria sim um filme de terror e suspense para brigar entre os melhores dos atuais do gênero. Porém, não foge da velha receita de trazer uma visão extremamente pessimista do futuro próximo.

TRAILER DO SITE:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-237947/trailer-19555001/
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

Acesse e se inscreva no melhor e mais divertido canal de cinema do Brasil: FONTECINEMA 




sábado, 10 de junho de 2017

A Múmia (2017) - Crítica


Sinopse: Na Mesopotâmia, séculos atrás, Ahmanet (Sofia Boutella) tem seus planos interrompidos justamente quando está prestes a invocar Set, o deus da morte, de forma que juntos possam governar o mundo.  Mumificada, ela é aprisionada dentro de uma tumba. Nos dias atuais, o local é descoberto por acidente por Nick Morton (Tom Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson), saqueadores de artefatos antigos que estavam na região em busca de raridades. Ao lado da pesquisadora Jenny Halsey (Annabelle Wallis), eles investigam a tumba recém-descoberta e, acidentalmente, despertam Ahmanet. Ela logo elege Nick como seu escolhido e, a partir de então, busca a adaga de Set para que possa invocá-lo no corpo do saqueador.



A Múmia é, de novo, uma refilmagem de um grande clássico de 1932. Nós pudemos conferir uma tentativa de releitura do original estreado por Brendan Fraser em 1999.

Tanto nessa versão de 2017, quanto no sucesso de 1999, ambas as refilmagens se prenderam mais em aventura, ação e grandes efeitos visuais do que propriamente no que o clássico de 1932 se referia, ao horror e suspense, dando um ar de que os estúdios não acreditam mais no "terror de raiz", aquele estilo que gerou tantos sucessos por décadas. O que mais incomoda, talvez, seja que nas refilmagens insistem em colocar humor, principalmente no filme de 1999, cenas cômicas realmente fora de hora que chegaram a atrapalhar muito. Afinal, qual a graça de uma criatura milenar e cheia de poderes querer te matar?

Esse filme de 2017 acerta em cheio no que parece que foi seu propósito, os efeitos especiais, que são impressionantes e enchem os olhos. Por falar em olhos, outro grande destaque é o olhar penetrante de Sofia Boutella, apesar de sua atuação não ter sido assim digna de oscar, ela se destaca entre as atrizes e atores, pois nos hipnotiza de verdade com seus olhares e expressões. Por falar em atuação, o grande astro, o grande carro-chefe do filme, Tom Cruise, que sempre nos impressiona por não ser mais assim um garoto, faz suas próprias cenas na maioria sem dublê e atua sempre de forma convincente, desta vez não deu certo como um personagem canastrão e piadista, totalmente fora de sua zona de conforto. Russell Crowe já aparece aqui como aquele sujeito que se preocupou apenas em encher a carteira com o projeto e também voltar a aparecer na mídia, sem muita expressão.

Se a atuação não é um dos pontos fortes do filme, o roteiro então é uma bagunça. Não precisa nem tentar adivinhar que passou em várias mãos até chegar no final. A trama segue confusa, principalmente entre o primeiro e segundo ato, ficando tudo perdido. O roteiro foca mais na maldição e nas transformações de Tom Cruise do que no que poderia ser o que mais esperamos, que seriam personagens fortes, uma trama bem amarrada e esquecer esse bom humor para que o clássico terror volte a dominar as telas.

Fica descarada a intenção da Universal de querer dominar o mercado dos filmes de grandes monstros, mas erra feio permitindo que tais projetos tenham os roteiros tão fracos, tramas mal elaboradas e comédia envolvida em histórias que deveriam ser na verdade "corra do monstro, fuja". Erro maior do diretor , que chega aqui em seu primeiro projeto de grande projeção e não teve, ao que tudo indica, liberdade para se desprender do que os produtores ordenam.

Com todos os problemas do filme, dá para dizer que A Múmia seguiu a receita de projetos feitos para tentar premiações em quesitos técnicos, com efeitos especiais de nos fazer ficar de boca aberta e nos perguntarmos em como tudo aquilo é possível. No mais, é apenas um daqueles filmes que assistimos, nos divertimos e depois de 15 minutos esquecemos.

TRAILER DO SITE:

Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

Acesse e se inscreva no melhor e mais divertido canal de cinema do Brasil: FONTECINEMA 





segunda-feira, 5 de junho de 2017

Crítica de Mulher-Maravilha


Sinopse: Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.



Muitos estão dizendo que é o "filme que salvou o universo DC", considerando um filme com suas dosagens de história, humor e ação como a mais equilibrada das investidas da produtora até então. Mas até que ponto isso é verdade?

O filme já recebia severas críticas desde o seu anúncio, injustos, pois quem estava criticando tomou como base o filme Batman Vs Superman: A Origem da Justiça (clique aqui para ler a crítica), um filme não tão ruim como falam, mas que causou controvérsias no gosto popular desde o trailer que já revelou tudo e mais um pouco. Naquele filme, a Mulher-Maravilha fez uma participação superficial.

Já é perceptível as mudanças na direção, não que o trabalho de Zach Znyder seja ruim, dirigiu dentro da DC, Batman Vs Superman: A Origem da Justiça e O Homem de Aço (clique aqui para ler a crítica ou então assista a crítica em vídeo de todos os filmes do Superman CLICANDO AQUI) e vai ter vários outros filmes dos heróis em seu currículo. O diretor também tem um teor revolucionário em desenvolver seus projetos visualmente e em efeitos especiais, onde talvez seja ai seu maior problema, é tanta preocupação no visual, que o roteiro fica para trás.

A ideia de colocar a história passando durante a Primeira Guerra Mundial, foi um dos pontos mais geniais do projeto, colocando um visual de cinema antigo, sem deixar de lado o universo fantástico que a personagem é inserida, permitindo doses de ação e humor, apesar dos horrores que uma guerra é em um ambiente real. Mesmo assim nunca devemos esquecer que Mulher-Maravilha escolhe um lado para lutar e em uma guerra tão horrível, que lado é o correto?

A direção de Mulher-Maravilha ficou na responsabilidade de Patty Jenkins, diretora com uma carreira ainda curta, onde seu único longa metragem anterior foi Monster: Desejo Assassino, filme que rendeu o oscar para Charlize Theron. Colocar a diretora na responsabilidade de dirigir um projeto arriscado foi um passo de fé, pois os projetos anteriores foram bastante criticados. Mas dessa vez deu certo, o filme da Mulher-Maravilha já se torna o que tem a melhor direção nessa nova fase dos heróis da DC.

O elenco também se tornou outro ponto positivo. Gal Gadot se torna mais do que um rosto bonito nas telonas e assume de vez uma personagem forte com sua atuação bem mais convincente que a aparição anterior, misteriosa e apagada no filme de Batman Vs Superman. A heroina toma conta da trama, sem deixar de ter beleza e charme. Chris Pine (o novo capitão Kirk de Star Trek), Connie Nielsen (muito talentosa em O Advogado do Diabo, assista a crítica CLICANDO AQUI) e Robin Wright (a namoradinha de Forrest Gump, clique aqui para ver crítica) fazem uma participação muito boa e justificam seu talento.

Talvez o único ponto negativo da trama seja no desenvolvimento dos vilões, muito superficial e não permitindo que Danny Huston, por exemplo, desenvolva muito bem seu personagem. Sabemos que apesar de Mulher-Maravilha ser o melhor projeto da DC até o momento, talvez a intenção era mais para ser uma investida do filme ser uma divulgação de Liga da Justiça, do que realmente um filme solo. Talvez os produtores não aguardavam o retorno tão positivo do público. Pior para eles, pois o filme poderia ser melhor ainda.

Acima de tudo, o filme coloca uma personagem forte e que podemos curtir a vontade, sem pensar em machismo ou feminismo, e que uma heroína pode ser sim a protagonista com sua própria origem. Ao contrário do que fizeram na "refilmagem" de Caça-Fantasmas (assista crítica, clique aqui), onde ali transformaram os personagens em mulheres unicamente para aproveitar o embalo do sucesso do filme da década de 1980 e que se você critica, é um machista de carteirinha.

Mulher-Maravilha demonstra que os filmes da DC tem folego, talvez a saída seja mesmo mudar um pouco a direção, colocando pessoas para comandar que se importam realmente com o que é o principal, a qualidade da trama acima de efeitos especiais. Talvez agora os produtores passam a se preocupar mais com a força de seus personagens do que apenas ter a intenção de produzir uma propaganda de duas horas, em média, de um projeto maior. Mulher-Maravilha deu seu recado e veio para ficar.

TRAILER DO SITE:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-173720/trailer-19552693/

Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

Acesse e se inscreva no melhor e mais divertido canal de cinema do Brasil: FONTECINEMA 






domingo, 28 de maio de 2017

Crítica de Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar


Sinopse: O capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar.

Elenco: 

Johnny Depp
Personagem : Captain Jack Sparrow

Javier Bardem
Personagem : Captain Salazar

Brenton Thwaites
Personagem : Henry Turner

Kaya Scodelario
Personagem : Carina Smyth

Orlando Bloom
Personagem : Will Turner

Geoffrey Rush
Personagem : Captain Barbossa

Kevin McNally
Personagem : Joshamee Gibbs

Golshifteh Farahani
Personagem : Shansa









Piratas do Caribe iniciou nos cinemas de maneira promissora, o primeiro longa surpreendeu por sua adaptação fantástica da atração da Disney e também rendeu uma indicação ao oscar de Johnny Depp, sem contar os impressionantes efeitos especiais e a trilha sonora que se colocou em uma das maiores obras do cinema atual. Suas sequencias não renderam a mesma qualidade, cada vez mais descendo a qualidade de roteiro e também se apoiando totalmente no carisma de Jack Sparrow. Um dos maiores sinais de que o dinheiro é apenas o que importa, a segunda parte e a terceira parte foram filmados de uma vez só, como um filme apenas que foi dividido em dois, para que ambos fossem lançados com um curtíssimo período de diferença. Sinal do cansaço total foi a quarta parte, que saiu da linha que seguia, surgindo com novos personagens desinteressantes e uma história fraca.

Embora as críticas cada vez mais aumentaram, a franquia apenas subiu em bilheteria, algo impressionante tendo em vista todos os pontos negativos que os filmes foram acumulando.

A Vingança de Salazar, como se saiu?

A quinta parte dos Piratas do Caribe, de uma forma impressionante consegue respirar. Não mais interessante que o primeiro longa, claro, o filme se saiu bem, com um roteiro um pouco mais interessante. Todos os filmes sempre tiveram um grande elenco, com indicados ao oscar ou vencedores, mas o que sempre pecava era a qualidade do enredo. Agora, com a chegada de Salazar (Javier Bardem), ao menos o personagem trouxe um tom interessante.

Visivelmente Johnny Depp está desgastado, seu Jack Sparrow não é tão motivado quanto no primeiro filme da franquia, mesmo assim o personagem é cativante e se simpatiza com o público, arrancando risadas e fazendo todos torcerem por ele, nosso velho e querido Capitão Jack. Triste foi ver que agora, de tão desgastado que o personagem está, ele ficou apenas como um adorno, longe de ser o protagonista tão querido.

Triste também é ver como o filme se utiliza da mesma fórmula, a execução dos eventos são os mesmos de sempre. Na busca do artefato, o grupo acaba se encontrando em diversas situações inusitadas, com piratas se aliando e se traindo o tempo todo, soluções inesperadas e muitas piadas e trocadilhos, algumas que funcionam, mas a maioria não mais.

Um dos momentos mais engraçados acontece com a aparição de um pirata peculiar interpretado por Paul McCartney. A participação é curta e totalmente gratuita, mas bastante divertida, o que chega a contrastar um pouco com o resto do filme.

O que resumir do filme, é que claramente foi produzido com o mesmo motivo dos anteriores, para que o público se divirta e encha os bolsos dos produtores de dinheiro. Se vale a pena conferir nos cinemas, é pelos efeitos especiais e o incrível visual.

TRAILER DO SITE:



Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

Acesse e se inscreva no melhor e mais divertido canal de cinema do Brasil: FONTECINEMA