domingo, 18 de dezembro de 2016

Rogue One - Uma História Star Wars


Sinopse: Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.



Dentre todos os fatores, certamente é disparado como um dos melhores quesitos do filme a escolha de elenco, um espetáculo a parte. Antes, em antigos filmes de Star Wars, a escolha de elenco era resumindo em protagonistas do sexo masculino e brancos, hoje vemos protagonistas mulheres (Star Wars Ep. VII e Rogue One) que apesar de muito bonitas, não foram exigidas vestirem roupas coladas e curtas, o que é abusivo quando ocorre. Todo o elenco tem a presença de latinos, afrodescendentes, asiáticos, todos escolhidos pelo talento e presença de cena, não por cotas, acho isso espetacular. Sou um fã incontestável de Donnie Yen e Forest Whitaker que neste filme, novamente, justificaram o motivo de serem atores. Apenas Felicity Jones não conferi muitos de seus filmes, mas justifica sua presença de protagonista assim como Daisy Ridley no Episódio VII, com uma atuação sincera e que prova que são jovens com um futuro brilhante no cinema.

Rogue One é uma história paralela, se encaixa entre as histórias do episódio III e IV, isso não é a primeira vez que ocorre com a saga Star Wars, tivemos Caravana da Coragem, foram dois filmes, um de 1984 e outro de 1985, onde os protagonistas eram os Ewoks, os alienígenas fofinhos de O Retorno de Jedi (1983). Outras histórias paralelas virão, como a intenção dos estúdios de colocar na tela um filme sobre a vida de Han Solo.

Muitos apontam Rogue One como "o melhor Star Wars de todos os tempos", acho que é, talvez, forçar um pouquinho, é um ótimo filme, mas para mim, claro, em uma opinião bem pessoal, o melhor filme de Star Wars é O Império Contra Ataca (1980) o que considero o mais bem dirigido, o mais sério e sombrio, tudo o que eu gosto em filmes deste estilo.

Lindo demais é ver aquelas máquinas do império que vimos em O Império Contra Ataca, que é a Rapid Fire, quadrúpede que Luke Skywalker derrubou na neve e em O Retorno de Jedi, a Walker (AT-ST) 
aquela bípede que os Ewoks enfrentaram, sendo utilizadas novamente, simplesmente não pisquei.

Rogue One abusa de referências e este talvez seja seu maior defeito, se auto-declara independente na saga, tanto que não utiliza o clássico letreiro no início e nem a arrebatadora trilha de John Williams, mas é óbvio que usa os filmes clássicos como muleta e isso se torna tão óbvio que a gente chega a dizer "produtores, coloquem de uma vez o letreiro clássico para abrir o filme", a referência mais positiva que o filme faz são suas sequências de conflitos que foram baseadas na segunda-guerra mundial.

Outra questão que incomoda bastante neste filme, que quase ninguém está comentando, é a biografia da personagem principal que se torna um clichê já cansativo, que Jyn Erso (Rogue One) precisou ser separada da família pra ter seu destino traçado, algo que ocorreu com Rey (Episódio VII). Podemos também dizer que esta é a mesma trajetória de vida de Luke Skywalker (morava com os tios que foram assassinados no Episódio IV) ou até Anakin Skywalker (mãe assassinada no Episódio II). Todo protagonista de Star Wars precisa ser órfão que desperta para sua trajetória em determinado momento da adolescência? Não me espantaria que no filme derivado de Star Wars sobre a vida de Han Solo, irão inventar que ele se tornou um contrabandista intergalático porque foi abandonado pelos pais.

Defeitos também em colocar Darth Vader poderoso demais, tendo em vista que a história se passa entre os episódios III e IV, este filme que é um "III 1/2" está mais forte e poderoso que no episódio IV, incoerente no mínimo.

Verdade seja dita, Rogue One está para se tornar um dos melhores, senão o melhor, filme do ano, mas dizer que é o melhor filme de todos da saga, infelizmente é mentira, jamais irá superar O Império Contra Ataca (ou simplesmente Episódio V).

Trailer do site:
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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FONTE CINEMA

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