quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Sing - Quem Canta Seus Males Espanta


Sinopse: Um empolgado coala chamado Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade, todos de olho nos 15 minutos de fama e US$ 100 mil dólares de prêmio.



Faz um tempo que li uma matéria de um crítico onde ele dizia que com o maior acesso à tecnologia que ficou mais barata, agora existe um número tão grande de animações que vão para o cinema que fazem a qualidade imagem melhorar drasticamente e a qualidade do roteiro piorar. Uma das vítimas desses novos tempos é a Pixar que, convenhamos, seu último grande filme empolgante e que emocionou de verdade foi Toy Story 3 (2010) e por isso mesmo não vê outra solução do que lançar continuações de grandes sucessos, pois suas novas investidas estão sendo mais criticadas. No caso da Illumination, que produziu este Sing - Quem Canta Seus Males Espanta e também Meu Malvado Favorito e Pets é exatamente o estúdio que demonstra se aproveitar com inteligência desses novos tempos, onde busca usar a fórmula de investir mais em personagens extremamente carismáticos do que em um grande roteiro.

Mais uma vez quem dubla os títulos de filmes americanos no Brasil, coloca aqui um subtitulo desnecessário, "quem canta seus males espanta".

Admirável por parte da parte da Illumination, o estúdio demonstra que não precisa se prender aos Minions para buscar sucesso em seus filmes. Está certo que a Pixar faz uma jogada muito interessante, onde encontramos referências e personagens que fazem seus filmes se casarem, mas isso quem faz muito bem é a Pixar, a Illumination foge disso, em um filme como Sing ou Pets, não temos nenhuma menção do Gru, dos Minions, etc...

Sing é declaradamente um filme voltado para o público infantil, demonstra não ter medo de se utilizar de esteriótipos para construir os personagens e vários clichês acabam aparecendo. Se tratando de um filme com muita música, personagens cantando, os que não curtem muito musicais não precisam se preocupar, pois a dosagem entre música e filme foi bem dosado, não se tornando enjoativo. A trilha sonora é bem variada, passando, por exemplo, por Frank Sinatra, Aerosmith, Eminen e Kate Perry.

Sing está longe de superar outras animações lançadas recentemente, mas é uma boa escolha para levar seus filhos e também curtir um bom momento em família.

Trailer do Site:



Daniel Fontebasso
(Crítico e diretor de curtas)

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domingo, 18 de dezembro de 2016

Rogue One - Uma História Star Wars


Sinopse: Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.



Dentre todos os fatores, certamente é disparado como um dos melhores quesitos do filme a escolha de elenco, um espetáculo a parte. Antes, em antigos filmes de Star Wars, a escolha de elenco era resumindo em protagonistas do sexo masculino e brancos, hoje vemos protagonistas mulheres (Star Wars Ep. VII e Rogue One) que apesar de muito bonitas, não foram exigidas vestirem roupas coladas e curtas, o que é abusivo quando ocorre. Todo o elenco tem a presença de latinos, afrodescendentes, asiáticos, todos escolhidos pelo talento e presença de cena, não por cotas, acho isso espetacular. Sou um fã incontestável de Donnie Yen e Forest Whitaker que neste filme, novamente, justificaram o motivo de serem atores. Apenas Felicity Jones não conferi muitos de seus filmes, mas justifica sua presença de protagonista assim como Daisy Ridley no Episódio VII, com uma atuação sincera e que prova que são jovens com um futuro brilhante no cinema.

Rogue One é uma história paralela, se encaixa entre as histórias do episódio III e IV, isso não é a primeira vez que ocorre com a saga Star Wars, tivemos Caravana da Coragem, foram dois filmes, um de 1984 e outro de 1985, onde os protagonistas eram os Ewoks, os alienígenas fofinhos de O Retorno de Jedi (1983). Outras histórias paralelas virão, como a intenção dos estúdios de colocar na tela um filme sobre a vida de Han Solo.

Muitos apontam Rogue One como "o melhor Star Wars de todos os tempos", acho que é, talvez, forçar um pouquinho, é um ótimo filme, mas para mim, claro, em uma opinião bem pessoal, o melhor filme de Star Wars é O Império Contra Ataca (1980) o que considero o mais bem dirigido, o mais sério e sombrio, tudo o que eu gosto em filmes deste estilo.

Lindo demais é ver aquelas máquinas do império que vimos em O Império Contra Ataca, que é a Rapid Fire, quadrúpede que Luke Skywalker derrubou na neve e em O Retorno de Jedi, a Walker (AT-ST) 
aquela bípede que os Ewoks enfrentaram, sendo utilizadas novamente, simplesmente não pisquei.

Rogue One abusa de referências e este talvez seja seu maior defeito, se auto-declara independente na saga, tanto que não utiliza o clássico letreiro no início e nem a arrebatadora trilha de John Williams, mas é óbvio que usa os filmes clássicos como muleta e isso se torna tão óbvio que a gente chega a dizer "produtores, coloquem de uma vez o letreiro clássico para abrir o filme", a referência mais positiva que o filme faz são suas sequências de conflitos que foram baseadas na segunda-guerra mundial.

Outra questão que incomoda bastante neste filme, que quase ninguém está comentando, é a biografia da personagem principal que se torna um clichê já cansativo, que Jyn Erso (Rogue One) precisou ser separada da família pra ter seu destino traçado, algo que ocorreu com Rey (Episódio VII). Podemos também dizer que esta é a mesma trajetória de vida de Luke Skywalker (morava com os tios que foram assassinados no Episódio IV) ou até Anakin Skywalker (mãe assassinada no Episódio II). Todo protagonista de Star Wars precisa ser órfão que desperta para sua trajetória em determinado momento da adolescência? Não me espantaria que no filme derivado de Star Wars sobre a vida de Han Solo, irão inventar que ele se tornou um contrabandista intergalático porque foi abandonado pelos pais.

Defeitos também em colocar Darth Vader poderoso demais, tendo em vista que a história se passa entre os episódios III e IV, este filme que é um "III 1/2" está mais forte e poderoso que no episódio IV, incoerente no mínimo.

Verdade seja dita, Rogue One está para se tornar um dos melhores, senão o melhor, filme do ano, mas dizer que é o melhor filme de todos da saga, infelizmente é mentira, jamais irá superar O Império Contra Ataca (ou simplesmente Episódio V).

Trailer do site:
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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FONTE CINEMA

domingo, 11 de dezembro de 2016

Fallen

Sinopse: Responsabilizada pela misteriosa morte de seu namorado, Lucinda Price (Addison Timlin) vai para um reformatório. Em Sword & Cross ela se aproxima de Daniel Grigori (Jeremy Irvine), sem saber que ele é um anjo apaixonado por ela há milênios, e também não consegue se manter afastada de Cam Briel (Harrison Gilbertson), outro que luta há tempos por seu amor.


Fallen é realmente um sucesso de vendas quando se trata de seu livro, escrito por Lauren Kate, que teve sua maior venda aqui no Brasil (mais de 10% da quantidade de livros vendidos, foram por aqui), mas sua adaptação foi anunciada a anos e uma longa e entediante espera irritou os fãs. Este "golpe" foi duro para a produção, que chega ao cinema com a fórmula que deu certo de início, mas agora está desgastada e entediante, que é a adaptação cinematográfica de livros para o público adolescente.

Desta vez, a disputa pela mocinha é travada não por vampiros, lobisomens, guerreiros de reality show ou portadores de talentos especiais. Em Fallen, o triangulo amoroso é formado por uma "humaninha" cheia de problemas e anjos, sim, isso mesmo, ANJOS. O que mais falta inventar?

A pobre mortal Lucinda já tem sua vida recheada de desgraças desde o início, responsabilizada pela morte do próprio namorado, é internada e assim conhece o anjo Daniel. Seu amor é incondicional por ela e demonstra ser alguém dedicado para Lucinda de uma forma sem limites. Daniel vive um dilema, sendo um anjo caído precisa escolher entre ir para o lado de Deus ou do diabo. Como se já não bastasse, aparece Cam, um anjo que escolheu o lado do capeta que faz Lucinda se sentir dividida.

Vamos aqui montar o contexto da obra. Temos Lucinda, uma humana com a vida toda desgraçada e bagunçada, temos Daniel, um anjo caído com conflitos no qual se apaixona pela humana e temos outro anjo, Cam, este encapetado rebelde que divide o amor da menina e a faz ficar em dúvidas. Em uma obra passada, tivemos Bela, Edward e Jacob, resumindo, é assistir a mesma coisa.

É difícil não pensar em como essas obras distorcem muitas coisas, o fato da protagonista precisar ser toda frágil e cheia de desgraça na vida, faz as meninas se identificarem tanto que se torna perigoso, como por exemplo, ser humana e tocar a vida é mesmo uma droga.

Em Fallen, no caso, são anjos a "bola da vez". Anjos caídos, um deles na dúvida se fica do lado de Deus ou do tinhoso, mas se a escritora Lauren Kate pesquisasse um pouco mais, saberia que anjos caídos são os que caíram com Lucifer após Deus expulsa-lo do céu quando tentou tomar seu lugar. Se foram expulsos, como podem ainda optar para ficar do lado de Deus? 

Parte técnica, talvez a fotografia ajude algo no filme, mas a direção é ausente, edição totalmente fora de contexto e atuação para baixo de medíocre.

Essas obras adolescentes atuais infelizmente distorcem demais tudo o que amamos em filmes do gênero. Colocando anjos agora, Fallen ofende a questão de que lado ficamos, do bem ou do mal, e com certeza, muitas meninas vão se derreter para se apaixonar por um demônio. Mais uma vez, estão tentando provar que ser um humano é uma porcaria. Desculpem, mas nada se salva de útil em histórias assim.

 Trailer do site:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-176528/trailer-19552616/
 Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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FONTE CINEMA

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Anjos da Noite - Guerras de Sangue

Sinopse: Selene (Kate Beckinsale) é uma guerreira vampira que luta para acabar com a guerra eterna entre o clã Lycan de lobisomens sanguinários e a facção de vampiros que a traiu. Quando um novo levante parece tomar forma, ela irá utilizar sua influência e relacionamento com ambas as partes para negociar um cessar fogo.

 
Anjos da Noite tornou-se uma franquia que, como Resident Evil (que virá também com novo filme) algo que podemos dizer "de novo...". Confesso que não gostei muito do primeiro filme e assim permaneceu até este novo, resulta em filme sem nenhuma novidade. Claramente, a terceira parte, Anjos da Noite 3: A Rebelião (2009), protagonizado por Rhona Mitra, mostrou claramente que Kate Beckinsale naquela época tinha mais o que fazer.

A franquia de Anjos da Noite possui uma legião de fãs e eles devem ser respeitados, certamente o andamento da história em todos os filmes faz com que pessoas amem esse universo. Mas para pessoas que assistem o filme, naquela visão de apenas "assistir o filme sem compromisso", não chega a visualizar todo encantamento que o mesmo causa nos fãs. A franquia já está cansada, esgotada, isso se percebe no andamento desta última parte.

Talvez o maior atrativo do filme, infelizmente, acabam sendo os efeitos especiais, cenários, fotografia e outros quesitos técnicos. Digo que é uma pena, porque daqui a poucos anos tudo isso será superado, novas técnicas e novos efeitos especiais serão desenvolvidos e filmes que se apoiam tanto nisso serão mal julgados.

Dou ponto positivo pelo elenco. Kate Beckinsale, uma das atrizes mais bonitas dessa geração e muito talentosa, acaba sendo a salvação de um dos únicos quesitos do filme que não é técnico. Charles Dance (de Game of Thrones e o que é para mim o eterno vilão de O Rapto do Menino Dourado, o maléfico Sardo Numspa) sempre vai ser uma presença notável em qualquer filme. Mas a direção de Anna Foerster, cumpriu tabela.

O pior nesses filmes novos de vampiros e outras criaturas, é a tentativa de tentar modernizar criaturas ao ponto de fazer Christopher Lee e Bela Lugosi se retorcerem no túmulo. Para você ter uma ideia, de acordo com este filme ou alguns outros de uma outra franquia que ainda bem que chegou ao seu fim, ao se tornar um vampiro, você se torna um tipo de ninja imortal, ou então, uma criatura que possui poderes do Flash, Superman, Wolverine e que de quebra brilha feito diamante quando a luz do sol o atinge.

Anjos da Noite, Crepúsculo, Drácula 2000 e outras pérolas modernas são exemplos de como se pode distorcer as grandes lendas de vampiros e lobisomens. Querem recomendações extraordinárias de filmes desses temas? Entrevista com Vampiro, Um Lobisomem Americano em Londres, Drácula de Bram Stoker, os filmes de Christopher Lee ou até mesmo um mais moderno, Vampiros de John Carpenter, que mesmo que tenha suas críticas, manteve respeitosamente as características dos vampiros.

Até mesmo novelas brasileiras de vampiros, Vamp é de longe muito melhor que O Beijo do Vampiro, Ney Latorraca foi um Drácula sensacional.

Estão tentando demais dizer que é melhor ser vampiro ou lobisomem nessas novas obras, mostrando ao público que ser um humano é, desculpem o palavreado, uma merda.

Esta nova parte de Anjos da Noite, tem qualidades, mas não é a linha de filme do tema que me agrada.

TRAILER DO SITE:
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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FONTE CINEMA