segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Lenda de Tarzan


Elenco: Alexander SkarsgårdMargot RobbieChristoph WaltzSamuel L. JacksonDjimon HounsouElla PurnellJim Broadbent e Casper Crump. Direção: David Yates

Sinopse: Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan, aclimatado à vida em Londres em conjunto com sua esposa Jane, é chamado para retornar à selva onde passou a maior parte da sua vida onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico.


Tarzan sempre será um dos personagens que terão refilmagens atrás de refilmagens conforme os anos passam. Isso de certa forma imortaliza este grande ícone do cinema e das histórias em quadrinhos. Algumas obras tiveram uma imensa qualidade e outras foram de grande fracasso.

Lembro do primeiro filme do personagem: Greystoke: A Lenda de Tarzan, filme de 1984, estrelado por Christopher Lambert que na época mal falava inglês (o que alias foi positivo para sua atuação). Aquele filme em particular, foi respeitado pela crítica e hoje é muito cultuado, muitos diziam ser o melhor filme do Tarzan de todos os tempos. Em 1999, surgiu a animação da Disney, um belo filme que atraiu o público mais jovem da época e o fez ser lembrado novamente.

Desde o filme de 1918 (isso mesmo, pasmem), dificilmente falamos algo negativo sobre as obras cinematográficas do personagem, o que podemos falar sobre A Lenda de Tarzan?

Quando anunciaram o filme, ganhou meus pontos positivos já no trailer, onde podemos ver a presença de Christopher Waltz que atualmente é um dos grandes ícones do cinema (2 oscares) e já me tornei fã do ator. Os efeitos especiais são competentes dentro de uma limitação, infelizmente soam artificiais em determinados momentos e as cenas de floresta abordam muito bem o universo do personagem, mas aparece um pouquinho falsa as vezes. Os animais são digitalizados, mas estão perfeitos, muito podemos elogiar a atuação de atrizes e atores que fazem a captação de movimentos.

Sempre vou ser mais chato sobre o roteiro, que para mim, não basta o filme ter cenas espetaculares de ação sem ter uma boa história e um diretor competente. A direção de David Yates soa competente dentro da proposta dele mesmo, não é um trabalho espetacular, mas está cumprindo o que imagino que ele queria. Sarsgård vive um Tarzan competente e me impressionou como se entregou ao personagem e como ele faz sua evolução conforme o filme passa, e claro, a presença de Margot Robbie nos faz acreditar que 2016 será um ano muito bom para sua recente carreira

Acho que o filme me agradou em muitos aspectos que eu me julgo até "chato" de vez em quando, direção, roteiro e atuação me fazem acreditar que um filme pode ser muito melhor do que meros efeitos digitalizados. Não supera, para mim, o Greystoke: A Lenda de Tarzan, mas é um filme bom, entretenimento garantido e que seja bem vindo novamente o nosso velho amigo da floresta. 

Trailer do site:




Daniel Fontebasso
(Crítico e diretor de curtas)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Era do Gelo: O Big Bang



Sinopse: Depois que o esquilo Scrat, involuntariamente, provoca um acidente espacial em sua incansável perseguição pela noz, um enorme meteoro entra em rota de colisão com a Terra, ameaçando o lar de Manny, Diego, Sid e cia. Sem saber o que fazer para reverter a situação, eles terão que confiar em Buck, a elétrica doninha caolha do terceiro filme – único do grupo que realmente tem um plano para evitar o trágico fim de todos. Paralelamente, Mannie e Ellie têm que lidar com iminente saída de Amora de casa, ao passo que Diego e Shira pensam em aumentar a família e Sid finalmente parece encontrar o amor.


Parece que faz pouco tempo desde o lançamento do primeiro A Era do Gelo em 2002, o que mais me encantou naquele filme foi a técnica de animação, que apesar de parecer mais "simples" do que algumas animações da época, foi na realidade algo muito bem pensado e elaborado, arriscando bastante e tornando a história encantadora na luta dos animais de levarem a criança de volta para o pai e em seus próprios conflitos de aceitarem um ao outro.

Classifico que, quando um filme ganha tantas sequencias, já se torna uma série em longas metragens. Posso dizer que o primeiro A Era do Gelo foi muito bom, o segundo filme já não fez jus ao primeiro, o terceiro filme é meu favorito, o quarto filme achei que iria afundar tudo e este quinto filme, vamos ver...

O filme mostra que Scrat é capaz de piorar cada vez mais suas ações, como no 4° filme imaginamos que separar os continentes e afundar Atlântida já seriam os maiores e piores atos do querido personagem. Agora Scrat consegue levar suas trapalhadas para o espaço, causando um acidente que pode levar a destruição de todo planeta.

Algo que está me incomodando desde o filme anterior, é o excesso de personagens. Este A Era do Gelo: O Big Bang, consegue ser melhor, mas mesmo assim o "encaixe" de personagens que não alteram em nada a história e as tramas paralelas, fazem o filme ficar cansativo. Um dos grandes méritos do primeiro filme foi justamente a simplicidade de mostrar apenas aqueles que tem uma importância na trama, mesmo que a aparição era rápida, sempre que um personagem entrava na história era para definir os rumos dos principais. Até por eu adorar o terceiro filme, onde entram mais personagens, justamente aconteceu dos mesmos terem seu peso na história.

A Era do Gelo: O Big Bang não é um filme ruim, pelo contrário, faz jus ao que veio. Nos oferece entretenimento, nos faz rir e torcer para que termine tudo bem. Mas mesmo assim, ainda tenho a convicção que é necessário voltar um pouco nas raízes e verificar que as vezes o mais simples é o melhor. Claro que a tecnologia sempre precisa avançar, mas falo mesmo em questão do roteiro, que para mim, é um dos principais quesitos de um bom filme.

Devo dizer que as vozes sempre vão ser um espetáculo a parte de A Era do Gelo. Tanto a versão original em inglês quanto a versão brasileira, sempre vão ser muito engraçadas.

Definir o quinto A Era do Gelo, é fácil. Disparado melhor do que o quarto filme, mas mesmo assim não supera os anteriores. Vamos dizer que os melhores filmes da franquia são os de número ímpar.

Algo que sempre faço crítica é a adaptação de títulos americanos em português aqui no Brasil. É um erro grave dizer "O Big Bang" como subtítulo, afinal o filme não se trata de como o universo surgiu e sim de um meteoro que entrou em rota de colisão com nosso planeta, ou seja, o planeta já existe. Traduzir o título literalmente seria muito mais óbvio, o filme na verdade se chama "A Era do Gelo: Rota de Colisão" ou "A Era do Gelo: Curso de Colisão", que seja, bem melhor do que cometer o erro imenso de dizer que o filme se trata do Big Bang, isso mostra que a pessoa que adaptou o título, sequer assistiu o filme ou leu uma sinopse.

Trailer do site: