quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Crítica de Viva - A Vida é uma Festa


Sinopse: Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.




Lembro de todo o alvoroço que se fazia quando a Pixar ia fazer um lançamento. Toy Story, Mostros S.A, Procurando Nemo, entre tantos outros, ou até mesmo os curtas sempre exibidos antes dos longas. Era sempre muita expectativa que foi desaparecendo com lançamentos medianos e até mesmo fracos, não tirando os avanços tecnológicos e qualidade que sempre são impressionantes, mas falhando no que mais importa, o roteiro, entre sequencias que tentaram o embalo do original ou lançamentos sem tantos atrativos. A própria parceira, Disney, conseguiu se estabelecer novamente como a grande produtora de animações, agora também mergulhando de cabeça definitivamente no 3D.

Viva - A Vida é uma Festa é uma nova investida para a Pixar, o filme é divertido, tocante, com personagens que ficam fáceis em criar uma identidade com o público.

Quem assiste o filme ainda nota o quanto é envolvente a história do protagonista Miguel, que infelizmente escolheram um nome muito clichê para o personagem, mas esse é o "menor dos problemas". tendo em vista que é a primeira animação dos estúdios Disney/Pixar dedicado 100% à cultura mexicana. Desde o início, o filme apresenta diversos elementos do país e seu povo como os mariachis, as telenovelas e a devoção ao Día de los Muertos. Tudo isso é sensacional.

O filme é muito tocante ao mostrar o personagem sofrendo um preconceito até comum por ter vocação para a música e também tratar de assuntos delicados como morte e perdas.

Tecnologicamente, o filme revoluciona, como já é de praxe da Pixar. Mesmo com lançamentos muito fracos como Carros 2, Valente e Procurando Dory, convenhamos, eram lindos e impressionantes no visual. A diferença em Viva - A Vida é uma Festa é que consegue ser ainda mais bonito que todos os outros, além de um roteiro muito bem feito.

Altamente recomendado, Viva - A Vida é uma Festa vale cada centavo do ingresso nos cinemas, até mesmo arrancando lágrimas de alguns na plateia. Acima de tudo, o filme não tenta nos empurrar causas sociais, vitimismo ou qualquer outro tema polêmico. Apenas se ajeite na poltrona e curta um bom filme.

TRAILER DO SITE ADORO CINEMA:



Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

Acesse e se inscreva no melhor e mais divertido canal de cinema do Brasil: FONTECINEMA 






domingo, 3 de dezembro de 2017

Crítica de Assassinato no Expresso do Oriente


Sinopse: O detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh) embarca de última hora no trem Expresso do Oriente, graças à amizade que possui com Bouc (Tom Bateman), que coordena a viagem. Já a bordo, ele conhece os demais passageiros e resiste à insistente aproximação de Edward Ratchett (Johnny Depp), que deseja contratá-lo para ser seu segurança particular. Na noite seguinte, Ratchett é morto em seu vagão. Com a viagem momentaneamente interrompida devido a uma nevasca que fez com que o trem descarrilhasse, Bouc convence Poirot para que use suas habilidades dedutivas de forma a desvendar o crime cometido. 



Para quem não sabe, publicado no Reino Unido em 1º de janeiro de 1934, Assassinato no Expresso do Oriente foi o 19º livro escrito por Agatha Christie e um dos que marcariam para sempre a sua carreira, sendo lembrando, adaptado para diversas mídias e republicado centenas de vezes ao longo dos anos.
Tenho minha própria mãe como uma fanática pelos livros da escritora, leu simplesmente TODOS, sendo ela uma conhecedora de carteirinha de detalhes impressionantes. Assassinato no Expresso do Oriente é um dos seus favoritos e qualquer adaptação para o cinema passaria por sua atenção detalhada.
Infelizmente, minha mãe não assistiu ainda esse novo filme dirigido por Kenneth Branagh, mas provavelmente a presença de Johnny Depp vai fazer com que ela já dê pontos positivos antes mesmo de assistir, afinal, ela é uma fã do ator.
Como o próprio título revela (dublado para o português com exatidão, algo raro) a história é sobre uma viagem que é interrompida por um assassinato e todos no trem se transformam em suspeitos. Essa base de história é muito comum de Agatha Christie.
Com o desenrolar da investigação, novos detalhes aparecem e revelam, é claro, que há uma história maior por trás do que ocorreu naquele trem. O roteiro muito bem feito e a direção de Kenneth Branagh que também atua como protagonista, nos revela um filme montado com excelência, passando informações para o público sem estragar a história e, claro, revelando um final surpreendente.
A atuação de todos é ótima, desde o diretor/ator Kenneth Branagh, também Johnny DeppMichelle PfeifferPenélope Cruz e Willem Dafoe são sempre competentes, ainda mais quando um diretor sabe o que faz.
No fim das contas, desde o mais fanático fã de Agatha Christie até a pessoa mais leiga, Assassinato no Expresso do Oriente é uma ótima escolha para quem quer um filme inteligente, cheio de suspense e reviravoltas. Fica a dica.
TRAILER DO SITE ADORO CINEMA
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

Acesse e se inscreva no melhor e mais divertido canal de cinema do Brasil: FONTECINEMA 

#AssassinatonoExpressodoOriente
#adorocinema
#fontecinema
#críticadefilme
#JohnnyDepp
#KennethBranagh