sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Crítica de Cinquenta Tons de Liberdade


Sinopse: Superados os principais problemas, Anastasia (Dakota Johnson) e Christian (Jamie Dornan) agora têm amor, intimidade, dinheiro, sexo, relacionamento estável e um promissor futuro. A vida, no entanto, ainda reserva surpresas para os dois e fantasmas do passado como Jack Hyde (Eric Johnson) e Elena Lincoln (Kim Basinger) voltam a impedir a paz do casal.



Ohhh eles casaram, depois de toda aquela p****ia e sadomasoquismo, Anastasia e Christian finalmente encontram a união matrimonial. Mesmo o casamento, que na verdade, é um pretexto para dar um gancho "bonitinho" que arranca suspiros de uma platéia grande, porém selecionada, não consegue evitar que sérios problemas para nossos heróis apareçam. Sendo assim, os livros de E.L. James podem ter sido um sucesso de vendas, com severas críticas por seu conteúdo pornográfico liberado em todas as prateleiras, disponível para qualquer menor de idade pegar, mas a adaptação para os cinemas é um lixo mal dirigido, com um roteiro raso e o casal principal sem química que não gostaria de estar lá.

Muitos vão dizer que "os atores estão lá porque querem". Mas por muitas vezes isso não é verdade, confira, por exemplo Emily Blunt em As Viagens de GulliverEdward Norton em Uma Saída de MestreVal Kilmer em Top Gun - Ases IndomáveisChanning Tatum em G.I. Joe - A Origem de Cobra ou Natalie Portman em Thor: O Mundo Sombrio. Desses 5 exemplos, todos estavam presos a contratos e foram obrigados a atuar em outras produções. Emily Blunt por exemplo assinou para atuar em O Diabo Veste Prada e uma cláusula no contrato a obrigava a atuar em mais uma produção da FOX, daí a jogaram em Gulliver (sorte dela que o filme não manchou sua carreira, pois Halle Berry não teve a mesma "sorte" com Mulher-Gato). Então a atuação pobre do casal protagonista de Cinquenta Tons de Liberdade demonstra que, no mínimo, alguma coisa não estava correta.

Sobre essa terceira parte de "50 tons", o que dizer?

O filme é um imenso vazio, literalmente. Tudo o que era para ser explorado, já foi usado nos filmes anteriores e nem mesmo a "semi pornografia" salva o interesse da maioria das pessoas que procuram esses filmes só por esse motivo, pois no primeiro filme foi criada aquela curiosidade toda em como fariam as cenas mais extravasantes do livro, no segundo filme já teve aquela aceitação e tudo ficou mais livre, mas no terceiro, até mesmo isso conseguiram deixar sem graça.

A própria sinopse dessa terceira parte já revela: "Anastasia e Christian agora têm amor, intimidade, dinheiro, sexo, relacionamento estável e um promissor futuro". Então o que surge depois disso é jogar na cara de quem torce pelo casal, que eles nunca serão felizes, nem mesmo o casamento dos dois (a ideia mais clichê do cinema/literatura/novelas para que os personagens encontrem o final feliz) salva dos problemas.

Os personagens mostram que são adolescentes em corpo de adultos. Suas qualidades sociais e interações são horríveis. A falta de naturalidade é percebida de longe.

Dizer que Cinquenta Tons de Liberdade tem alguma qualidade é muito difícil, pois consegue perder, até tecnicamente, para as duas primeiras partes que já eram ruins. Sendo assim, o fechamento da trilogia tem tudo para ser um sério candidato a um dos piores filmes de 2018.

Jamie Dornan já disse que se caso os produtores (claro, sempre com o pensamento mercenário) decidam fazer mais um filme, ele está fora. Disse que ficou velho para o papel, mesmas palavras de Robert Pattinson sobre fazer outro Crepúsculo. Mas a verdade é que os dois estão "gritando": Me deixem em paz, já fiz minha parte... Isso pode ser constatado quando Jamie Dornan disse que terminou o primeiro 50 Tons, teve problemas seríssimos em seu casamento.

Verdade seja dita, muita gente idolatra 50 Tons, mas são filmes para se esquecer e nem mesmo se consagram dentro do próprio gênero. Quer filmaços do tema erótico/suspense/drama? Confira clicando abaixo:

Vitimas de uma Paixão (atuação emblemática de Al Pacino)

Entre outros...

Desculpe, mas existem filmes muito superiores ao Cinquenta Tons de Liberdade.


TRAILER DO SITE ADORO CINEMA
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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